Livro Completo
A Proximidade do fim - 03/12 à 08/12

Há quanto tempo não escrevo... Só me dei conta disso agora!

Mas esta semana foi cansativa, muito trabalho, na Sexta, dia 6, fiz um tratamento dentário meio "sofrido" que me deixou baleada até agora, dia 8 pela manhã.

Na Quinta-feira, dia 5, recebi uns e-mails bem interessantes de meu PP. Ele estava em Ponferrada. E para chegar lá, ele passou pela cruz de ferro. Diz uma das "lendas" do caminho que ao passar por ela o peregrino deve jogar uma pedrinha para pedir proteção. Quando ele viajou, eu dei para ele uma pedrinha, mas não disse para que ela serviria. Pois hoje, ele me manda um e-mail com a seguinte frase:

"Estou em Ponferrada, passei na cruz de ferro hoje, e lá deixei a pedra que você me deu, tinha a sensação que seria para isso."

Pronto, acho que finalmente adquirimos a tal sintonia que tanto buscávamos, não é mesmo?

Uma semana com tantas coisas passando pela cabeça, e ao mesmo tempo, com uma força que vem de não sei onde.

Passei alguns dias sem escrever, mas acho que vale a pena registrar curiosidades sobre os lugares por onde ele passou...

A Ponferrada, a tal cidade de onde ele mandou o e-mail, é a última grande cidade antes de se chegar à Santiago.

- Na Sexta, dia seis, ele esteve em Villafranca del Berzo... Diz-se que é um lugar com uma paisagem magnífica, onde há abundantes vinhedos, hortas e plantações de tabaco na rota peregrina. Tem o Convento De La Anunciada, onde São Francisco de Assis se hospedou. Tem alamedas de estilo francês e muitas lojas e bares... Deve ser animada na Sexta-feira!

- Ontem, dia sete, ele estava à caminho do Cebreiro que dizem ser um dos lugares mais místicos do caminho. Diz-se que é um lugar mágico... Há um museu etnográfico por lá.

- Hoje, Domingo, dia oito, ele deve estar à caminho de Sarria, cidadela de 12 mil habitantes, que tem em sua parte "baixa", grande parte do comércio e os serviços básicos.

Agora só faltam uns, aproximadamente, 100 km até Santiago, o grande dia de completar a peregrinação. Cada dia mais fico me perguntando como será que ele vai voltar. Mais calminho, mais místico, mais aberto, mais introspectivo. Caramba, que curiosidade...

Termino o dia de hoje, com uma frase linda que li ontem numa crônica de despedida do Miguel Falabella no jornal O Globo.

"Atire, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor".

É isso, passemos a atirar decisivas flores em nossos problemas e no que há de errado com o mundo! Até mais!